No início do mês de Fevereiro (05/02) realizamos a segunda saída de campo do ano, para fazer a manutenção das armadilhas. O clima da reserva é influenciado pelas massas de ar úmidas vindo do Oceano Atlântico. Por evaporação contínua, as águas do mar, transformados em massa de umidade, são transportadas pelos ventos para os paredões da serra. Nas partes altas das montanhas, a umidade se condensa sob a forma de neblina ou de chuvas, responsáveis pelo caráter úmido da região. Para fazer a caminhada foi preciso persistência para suportar a umidade e as altas temperaturas, chegando a uma sensação térmica de quase 40 graus.
O que amenizou o percurso foram os microclimas, que variam de cima para baixo nos diversos estratos da floresta. Nas áreas sombreadas e mais altas, as temperaturas são mais amenas, permitindo que fizéssemos algumas paradas, para recompor as energias. Mesmo assim, quando chegamos à primeira armadilha, a 750 metros de altitude, já estávamos completamente exaustos e o risco de tromba d’ água já se anunciava. Rapidamente recolhemos o equipamento e começamos a descer a montanha, pois as chuvas de verão na encosta da serra costumam provocar deslizamentos e encher o rio. Mesmo apressando os passos, não conseguimos evitar a chuva.
Chegando à base, a primeira coisa a fazer foi verificar os resultados da armadilha. E para nossa felicidade, começamos 2012 registrando uma Jaguatirica (Leopardus pardalis) flagrada vários dias pela câmera.




